quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Dever e escolha: A fidelidade, o emprego e o chocolate




 

Recebi, esses dias, uma pergunta sobre relacionamentos que me fez pensar. “Ser fiel é uma escolha ou um dever?” . Resolvi perguntar a algumas pessoas do meu círculo de amizades o mesmo que me foi perguntado. 
A primeira delas respondeu “Escolha.” Pedi uma justificativa dessa resposta, e ela revelou, então: “Porque você escolhe se quer construir um futuro ou não.”
A segunda respondeu que ser fiel é um dever. Quando perguntei o porquê, ela simplesmente disse “Porque sim, uai”. E em seguida, em outra mensagem, disse: “Não é fácil pra mim ter que falar disso.”
Já a terceira optou pela mesma opção que a primeira. É uma escolha. Assim como as outras, pedi que ela dissesse por que ela pensa daquela forma. A resposta que tive: “Eu prefiro que ela queira só ficar comigo do que fazer algo que seja obrigada... Porque sendo obrigada, uma hora a pessoa desanda. Eu escolhi não trair e não traio.”
A quarta, assim como a quinta, optou por “Escolha.” Disse que ser fiel é entrega, esforço. A pessoa precisa estar disposta, por mais difícil que seja. A quinta revelou que se tratava de uma escolha, pois vinha do caráter de cada um.
A sexta e última, que também optou por escolha, justificou-se do seguinte modo: “Porque eu acho que fidelidade não é um valor moral a ser seguido e sim uma escolha. Temos o livre arbítrio sobre essa escolha, mas, dependendo da ocasião, se escolhermos errado, pode haver consequências.”
E sabe o que eu acho?
Ser fiel é uma escolha, sim. E quanto a ser um dever, eu posso dizer que isso também se encaixa. A partir do momento que fazemos escolhas, criamos um dever pessoal. Talvez o sentido da palavra "dever" sugira algo forçado, mas essa pode se aplicar a situações em que a pessoa faz por prazer e não por coação ou por determinação alheia. Vamos supor que você almeje muito uma vaga dentro de certa empresa. Você está ciente das regras mais óbvias da empresa e sabe que se você for selecionado para a vaga, você preencherá o cargo X e haverá deveres perante o cargo, além de direitos. Então você consegue o cargo! Eis que coloca seus deveres em prática. Pode até reclamar quando tiver aquela preguiça, mas está fazendo isso graças a uma escolha sua. Você escolheu entrar na concorrência da vaga. Você escolheu ingressar na vaga quando foi selecionado. Portanto seus deveres são consequências da sua escolha.
Você escolheu estar com alguém. Você optou por se entregar a uma pessoa. Você é fiel por dever, mas não um dever de obrigação, contrariedade. Um dever pessoal que você cria a partir do momento em que dá sua ciência sobre o futuro do relacionamento. O dever de ser fiel nada mais é que a consequência de uma escolha que você mesmo fez. Se isso te contraria, lamento dizer, mas seu dever está passando de natural para um dever forçado e isso é sinal de relacionamento em crise.
Mas então... O que o chocolate tem a ver com isso tudo? Bom... Quem escolhe emagrecer, tem o dever de resistir a um chocolate suculento... Ou quem escolheu comê-lo, tem o dever de repartir com os amigos! 
 Luís Fellipe Alves

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