sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Um blog fazendo aniversário!




Volpi, o decorador da festa. A imagem é lá do UOL.

 
Eu podia começar essa postagem de várias formas. Mas encontrei uma que caiu muito bem. Dando uma volta pelas oitenta e tantas postagens desse primeiro ano de blog, fui despertado pela beleza dos comentários que recebi durante esse tempo. Alguns, com versos. Outros, prosas. Histórias, relatos, conclusões. Toques primordiais, complementos ao que escrevi numa crônica, num poema. Isso comprovou tamanha atenção do leitor a tudo o que postei. E não só atenção como o carinho em escrever, opinar, participar. Eu não tenho dúvidas: sem leitores, eu não continuaria. Essas são palavras de vocês, escrevinhadores do mundo, que assim como eu, adoram o que fazem.
Que comece o espetáculo. 







“Borboletas, passarinhos, flores, euforia e calmaria, milagres, ação, contemplação e mais de humano em nós.”
“Ontem mesmo me perguntava dentro de um ônibus. Como somos reféns. Ainda mais em um dia de chuva. Parece tudo mais cheio. No minuto em que se vê um desrespeito, agradece por alguma gentileza.”
“Cabe mesmo muito
Cabe o pouco
Cabe o infinito
Em cada ano, em cada dia
Cabemos nós e os nossos
Cabe o mundo”
“(...) Enquanto ‘evoluímos’ e corremos atrás da pseudo-felicidade, sacrificamos nossas vidas, pessoas, animais, plantas e o próprio meio ambiente. Sacrificamos o planeta que é o nosso único lar.”
“Acho que deveríamos sempre pensar em pratos novos e torcer por menos dor de garganta!”
                            “Eu já vivi uma primavera de dar satisfação aos olhos e a sensibilidade de sua fragrância que impregnava todo meu corpinho de menina que andava descalça no meio da relva verdinha conversando com as plantas, querendo pegar o beija-flor (...). Depois do descanso na relva já chegando o crepúsculo do entardecer, a brisa se fazia presente e batia meu rosto a orvalhá-lo.”
“ (...) não podemos perder nenhum o 'novo', que vem no próximo minuto, temos que estar alerta, sempre alerta. Criamos essa necessidade, infelizmente, e estamos deixando o simples e o singelo para trás. Não paramos para analisar se o 'novo' realmente nos satisfaz ou se estamos aderindo apenas pela força da correnteza.”
                     “Num ano cabe uma vida cheia de encantos e algumas tristezas, e que se repete todos os anos. Mais encantos do que tristezas - de preferência.”
“Tenho uma sugestão: pegue uma lista de cafeterias da sua cidade e escolha uma para visitar. Leve um livro, algum joguinho de paciência ou algo semelhante. Desligue o celular e não olhe para o relógio. E vá experimentando um café a cada visita. Você vai descobrir que a sua língua revela sabores inusitados a cada novo experimento.”
“Lamentável que toda a modernidade tenha se divorciado do Planeta.”
 “(...) ônibus são verdadeiros atestadores de gentileza, de senso de coletividade (cantorias, som alto, batuques, papos no volume máximo ao celular...), de civilidade de um modo geral, de jogo de cintura (em toda extensão do termo)”
 “A situação do planeta está mesmo caótica e relaxar e respirar ar puro acredito que nem mais nas cidadezinhas do interior. De onde vim, havia todo este cenário maravilhoso de paz e beleza, mas, hoje, quando passo por lá aos finais de semana para ver minha mãe, fico impressionada com as mudanças e com os pedidos de minha irmã para manter o portão fechado. Como assim, se ele sempre ficou escancarado na época em que eu lá morava?”
“O problema é que achar que o dinheiro dá solução ‘pra tudo’ é uma grande ingenuidade.”
“Poderemos realmente comemorar a independência quando a educação for a prioridade em nosso país.
“O ser humano é dotado de tantas qualidades, mas parece desejar sempre aflorar seus piores defeitos. Não há nada mais desonroso do que desrespeitar o lar onde estamos... essa falta de cuidado com o nosso planeta se voltará contra nós mesmos... essa falta de amor ao próximo é o nosso maior erro...”
“Ah eu sou do tempo que quando o computador chegou nas residências, eu tinha uma amiga que dizia que o computador emitia uma tal radiação tão maléfica que ela usava um spray esotérico para tal finalidade”
“Ninguém nada em dinheiro, sem carinho, sem paixão, sem amor, sem troca; pois a vida se torna amarga e quando percebe, ela já ficou sem deixar saudades a ninguém.
Temos que viver em plenitude”
“Pobre homem que não conheceu o amor!”
                  “Que assim sejam nossos pensamentos, pingos e enxurradas de sentimentos, sem barulho, com sons, risos, sonhos, lembranças, encantamentos.”
“É interessante como a vida vai mudando o rumo das coisas e, de repente, quando vem a oportunidade de partirmos para o lugar ideal de nossos sonhos, entendemos que não é lá, ou pelo menos não é o momento. E escolhemos outra coisa.”
“Quando a gente percebe tudo meio estático em nossa volta, tudo sob controle e meio sem graça, o negócio é mudar e experimentar novo caminho. Certo sempre dá. Na realidade a gente vai aparando as rebarbas e fazendo dar certo.”
“Um gole de esperança garante que sigamos sobrevivendo. Por milagre, ao acaso. Quem é que explica?”
“Pois minha amizade com o computador nasceu meio desinteressada, em vez de continuar a escrever meus textos (que enviava para concursos) numa máquina de datilografia, fui para o PC do marido e achei uma droga. (...) E assim começou uma amizade que acredito, seja eterna enquanto dure. Estamos nos entendendo, alguém tinha de mandar: e eu mandei!”
“(...) recomendo não um gole, mas latinhas, copões, jarras de esperança. (...)”
“Em se tratando de política e economia, o que acontece do outro lado do mundo nos afeta e estando cientes e atentos a essa influência do que não parece conosco, sobre nossas vidas, é que se escolhe melhor em quem se vota, se cobra, se sabe dos direitos que se tem, se faz sua parte sem esperar o poder público (...)”
“Lutar pelo direito de relaxar é reconhecer a força e a necessidade dos minutos de nadismo em nossas vidas!”
“Vi, por segundos, aquele montão de estrelas que eu via quando pequena, lá no interior de onde venho... Estrelas que ficaram lá atrás, no sertão, mas que se escondem amedrontadas dos horrores das grandes cidades...”
                        “Cadê a qualidade de vida, refletida no sorriso estampado no rosto e na alegria visível? Ninguém quer ceder um milímetro, a disputa é constante, por espaço na via pública, por assento vazio no ônibus, por lugar na fila... Para que toda essa loucura, o que justifica tamanha urgência?”
 “Eu na verdade não posso ver alguém com dúvida ou precisando de algo que vou logo me oferecendo para ajudar, às vezes escolhendo o tom e a abordagem para a pessoa não se assustar, pois as pessoas não estão acostumadas a informações gratuitas e a domicílio, que mundo louco eu penso. Ou serei eu a louca?”
“(...) o que seria mágoa se não isso que sentimos, a destruição de nossos sonhos?”
“Um amigo não assistiria tanto de nós mesmos. Nem ouviria. Jamais nos abriríamos tanto com ele. Apenas nossas portas ouviriam e silenciariam.”
“Bater portas é um descarregamento de energias incontidas que deveria ser recomendado como terapia.”
 “Maravilhosos esses abraços que carregam inúmeros sentimentos...”
 “(...)Não somos perfeitos, as amizades também são feitas de arrependimento, de desculpas e de perdão. De momentos lindos e de outros que precisam ser reconstruídos. (...)”

“O ser humano, infelizmente, está longe de ser civilizado. O trânsito é assustador; e as pessoas precisam aprender a praticar o autocontrole. Precisamos melhorar como sociedade.”
“Estamos precisando repensar a vida e praticar mais o respeito. A impaciência, a ira e a ansiedade formam um caminho que só leva a atritos, a desgastes e a doenças físicas e da alma.”
“Quantas lágrimas derramadas, quantas vidas cortadas, quanto terror aconteceu por muito mais que estilhaços e ninguém ouviu os gritos! O grito do povo vira sussurro, ninguém ouve. Como se chama o que fazem com o povo?”
“O fato é que ninguém respeita ninguém; o tomar posse do outro impera; tê-lo como propriedade. Não respeitar a individualidade. Amar é querer que o outro cresça e que seja feliz.”
“Chuvas lindas e convidativas. Hoje passam despercebidas... Esse negócio de crescer ás vezes nos surpreende.”
“Que de pequenas, individuais e familiares a grandes, coletivas e corporativas soluções, de diminuir o consumo e separar o lixo a reciclar não nos percamos em meio a tantos problemas causados pelo bicho homem.”
                                   “Um simples papelzinho guardado nos leva, de repente, para um momento ou para uma fase inesquecível de nossas vidas...”
“(...) é por falta de solidariedade e gentileza que a humanidade está tão agressiva. Intolerância, impaciência e desamor tornam os nossos dias mais difíceis e desprovidos de calor humano.
O equilíbrio se faz necessário. Precisamos aprender a resolver sozinhos o que temos condições de fazer antes de onerar o próximo, que também já está sobrecarregado com seus problemas.”
“Tão questionável tantos conteúdos, por outro lado acho que somos um pouquinho deles mesmo sem compreendê-los em toda sua profundidade.
Questiono a maneira que temos que aprender tudo isso. Será que não poderia ser diferente?”
“Precisamos de mais civilidade, em tudo, a cada piscar de olhos, para virar um hábito e não uma regra.”
” Simpatia no atendimento está cada vez mais raro, mas não culpo os atendentes, que são hostilizados de um lado por clientes arrogantes de outro por superiores autoritários. Admirável que algumas pessoas ainda sejam agradáveis apesar de tudo, é realmente muito bom encontrar um sorriso em quem não se espera.
“Sementes, plantações, colheitas
A terra, os cuidados, as estações
O tempo de espera
Em todas as partes do processo há aprendizagem, prazeres, deveres e mistérios

Mas uma coisa é certa, semente de macieira dá maçã
Receita de bolo de chocolate dá bolo de chocolate
Logo a mesma semente a mesma colheita
A mesma receita da o mesmo bolo”
“Somos parte essencial de um mundo que gira e se transforma, a omissão é certamente a mais pobre das escolhas que poderíamos fazer! Bom mesmo é ter parte ativa nas mudanças, na vida que se renova, no mundo que se reconstrói e se reescreve todos os dias!”
“Há quem veja nas amizades labirintos, eu prefiro ver mapas que são melhor percorridos quando tateamos suas rotas rumo ao coração...”
“Amar leve, sem crise, sem fios
Amar e ser amado
Estejamos certos ou errados
Atração e repulsa são forças que nos pertencem
Que atraiamos o que nos agrega
(...)
Amor é calmaria, compromisso de todo dia
Sem nem pensar em dizer adeus”
“Mundo mundo vasto mundo
Se não te chamasse Felipe e sim Raimundo
Seria uma rima não o ser que eres tão jovem e profundo”
“Essas sementes que ganhamos pela vida e saímos a plantar são os mistérios que nos impulsionam a continuar vivendo. Há sempre o que colher e sempre haverá o que plantar!”
“Não dar o peixe, ensinar a pescar, conto tão antigo, sabedoria tão popular e sempre tão necessária.”
 “Lugares, assim como os livros, (...) deviam ser visitados por nós em mais de uma fase de nossas vidas, para resgatarmos memórias, relermos, associarmos novos conhecimentos, pessoas, sentidos e sentimentos a tudo, afinal o rio não é o mesmo e nós não somos os mesmos, desperdício não aproveitar vários banhos, várias entradas e saídas.”
“Não há como sonhar sem temer, mas há como se conformar e acho que essa não é uma boa opção, conformação não rende crônicas, créditos, criações, não abrem janelas e portas.”


Comentários belíssimos, que em sua grande maioria vieram acompanhados de elogios que recebi com enorme carinho. Meu obrigado a quem elogiou, a quem criticou e me ajudou a construir, a quem foi contra, a quem deu seu puxão de orelha. Eu estou sempre ligado no que vocês têm a dizer e nunca durmo da mesma forma que acordei naquele mesmo dia – a bagagem que levo a cada nova estação é sempre maior. 
*** 
  Uma coisa que eu gostaria de citar nesse espaço é sobre a condição de escritor de cada um. Escritor não é mais somente quem publica livros ou que tem um espaço em revistas e jornais. Somos nós, esses tão novos usuários da blogosfera, da rede, ou aquele que nunca veiculou o que escreveu. Escritor não é só quem conhece a gramática de cabo a rabo, muito menos é pré-requisito conhecer todas as obras literárias nacionais. Não conheço todas, não tenho máquina de escrever, não publiquei livros. Não sou formado em nenhuma área humana relativa à escrita. Não escrevo achando que estou acertando na gramática. Eu erro mesmo, sou humano. Ou escrevo como acho que devo escrever, porque não há forma errada. Errado é julgar, errado é excluir, errado é elitizar o mundo das palavras. Não uso mesóclise, deixo para que setores mais sérios a usem, talvez advogados; faço do modo brasileiro, gosto do despojado, somos a mistura de tudo, a mistura do mundo, porque não misturar as palavras, criar, inventar, reinventar, fazer releituras? Cronicalizar não está no dicionário. E isso não me impediu de transformar pro modo imperativo e botar no título do meu espaço. Que a língua culta seja usada quando for preciso, e que não julguemos quem usa e desusa, quem recorta, quem esquece, quem faz a receita aos próprios olhos.
Podemos ser escritores de máquinas de escrever, de caneta e papel ou de teclado e computador. O importante é que façamos se for o nosso sonho. Não importa se o texto vai para a gaveta, apenas para alimentar o escritor ou se vai para um livro, para alimentar o público. O importante é que exista. 


 ***

Recordação...

***

E a crônica falecida [aquela, do suco de maracujá] que todos queriam saber sobre o que era? Nunca reescrevi. Eu falava sobre minhas idas ao litoral paulista e em uma delas, ainda pequeno, conheci uma velhinha no prédio em que fiquei. Era a vozinha do número 5. Solitária, me conheceu quando entrei no edifício e daí em diante me paparicou como uma avó paparica o neto. Eu comia em sua casa, ela contava histórias, comprava doces. Foi difícil partir. Mas fui. Não peguei telefone e nem outra forma de contato. Perdi o endereço do local. Sobrou apenas a memória daquela pessoa que me foi, por uma semana, um anjo. Hoje, pela idade já avançada no passado, deve ser uma estrela no céu.

Um salve às crianças pelo dia de amanhã e um salve às futuras gerações, quando eu, você e os sete bilhões de pessoas vivas hoje já não estivermos mais por aqui. Continuem lutando pelo mundo.
Agora, hora do bolo!

15 comentários:

  1. Tim tim com suco de maracujá! Foi como sorvi pela primeira vez o Cronicalize.
    Parabéns por este primeiro ano e que venham muitos outros cheios de inspirações, ou não, e crônicas e o que der vontade de escrever.
    Parabéns pelo carinho que você nos retribui com esta laboriosa postagem. Encontrei amigos espalhados pelos comentários, recordei, encontrei-me também.

    Tenha um intenso dia das crianças que possa alimentar sempre o encantamento do olhar.
    Bons estudos também. Beijo

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  2. Oi Luís
    Inteligentíssima sua postagem, todos nós somos autores da vida
    Obrigada por nos prestigiar.
    Agradeça a estrelinha que está no céu que o guia na vida
    Beijos
    Lua Singular

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  3. Eis um convidada, vizinha, cumadre atrasada para festa. É que da Bahia para SP é tantinho longe e eu não podia deixar de colocar na mala cocadas, dendê para fazer xinxim de galinha, para liberar vó da cozinha por um dia, castanhas, camarão seco, berimbau...

    Muito legal essa maneira, o cuidado, a seleção para comemoração de um ano de posts.
    Os comentários que são mesmo um combustível para os escritores, de horas vagas ou de profissão.
    Adorei estar entre os comentários, supor serem muitos de quem imaginei que fossem e fuçar para confirmar e confirmar, uma sensação de coerência de verdade nas pessoas com quem temos contatos virtuais e nos parecem e são tão reais, tão presentes, tão agregadoras.

    No chão, com os pés fincados e caminhantes, somos pó e flor.
    No alto, pela fé, pelos sonhos, poemas, escritos, cantos somos pássaros por muitas vezes de uma só asa que só voam se juntos.

    Minha admiração, incentivo, torcida, amizade e asa auxiliar.

    Brinde com suco de maracujá e um sorriso ao céu meu a senhorinha que lhe paparicou e outro seu e mais tantos outros sempre que se lembrar dela. Vai que o suco caiu para te dizer pela simbologia de serenidade e calmaria que o fruto representa que tudo é na medida e no valor que agregamos, no sentimento que temos, que nem sempre é preciso registrar, verbalizar. O que foi foi do tamanho certo para os dois, talvez tenha sido vc para ela um semente boa que pensando ter sido germinada germinou, floresceu em terra fértil girassóis, que de lá de cima hoje emitem luz e ainda te paparicam. Quem sabe?

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  4. Luís, parabéns pelo blog e pela postagem... achei o máximo os comentários selecionados e fiquei impressionada com tanto conteúdo em pequenos trechos isolados. Isso prova que teu espaço coloca as pessoas a pensar, e isso é maravilhoso.
    Gosto muito do jeito que tu escreve, principalmente por não ter a faculdade "necessária" para ser definido como um escritor... e tu é mesmo assim, um disseminador de contos e cultura.
    Um abraço!

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  5. Querido Luís Fellipe

    Admiro muito teus escritos, mas acho que é infeliz ressaltar que não é preciso de cursos de humanas para ser escritor, dessa maneira você acaba por rebaixar os cursos que têm como finalidade esta área.

    Grande abraço.

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    1. Essa não foi a minha intenção. Talvez se você fizer uma leitura mais atenciosa, entenda o que eu quis dizer.

      Abraços.

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  6. Ah, Fê, somente vc poderia ter uma ideia tão delicada em postar os comentários dos leitores! Uma comemoração, não apenas à altura daqueles que te admiram, mas à sua altura: menino especial, carismático, talentoso, amigo. Ficou show de bola! Fiquei toda vaidosa de ver o meu comentário aqui, obrigada! O aniversário é do seu blog e nós que ganhamos presente? Muito bom!! rsrs

    Brilhante o teu texto que acompanha nossa homenagem!! “Errado é julgar, errado é excluir, errado é elitizar o mundo das palavras.”... Achei isso simplesmente fantástico!!! Um recado aos críticos de plantão que leem nossos textos com ‘olhos-caçadores’ com o único intuito de encontrar erros.

    Corretíssimo quando diz que escritor não é só quem conhece a gramática de cabo a rabo. Hoje temos um poderoso veículo de comunicação que permite a todos se aventurar na escrita. E não faremos por quê? Por que não somos formados em nenhuma área humana? Nessa linha de raciocínio, parteiras que não são formadas em medicina não estariam adeptas a trazer vidas ao mundo - coisa de tamanha responsabilidade que nem se compara. Somos formados antes, pelas nossas vivencias, nossa observação do mundo. Todos nós temos algo a dizer, digamos, portanto! Que o medo de errar não nos iniba de sugerir ideias, opinar, mandar o nosso recado, enfim, acrescentar além dos erros o nosso melhor. Afinal, não é errando que se aprende?

    Parabéns pelo blog e pela pessoa linda que vc é!

    Beijinhos.

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  7. Luís Fellipe, você sempre surpreendendo e encantando! A gentileza anda de mãos dadas contigo, e isso é especial. Afinal, o aniversariante é você e os presenteados somos nós, com o carinho da reprodução de nossos comentários! Amei, ficou lindo, criativo, diferente, singular!

    Agora te parabenizo por este espaço onde é um prazer chegar, porque haverá sempre por aqui algo de qualidade, de 'interesse público', para fazer refletir ou para encantar... É um cantinho da blogosfera de onde saímos sempre enriquecidos, pois, dentre tuas tantas qualidades, uma delas é a de enriquecer seu leitor de muitas maneiras.

    Adorei suas ideias sobre o uso e o desuso da gramática padrão, concordo integralmente! Como você, permito-me errar em meu espaço, penso que ele existe justamente para isso: para aceitar minhas experiências vocabulares e gramaticais, minha formatação totalmente livre, que não segue um padrão firmemente estabelecido. Gosto de poder ser eu mesma em tempo integral em meu blog e de me sentir escritora, dessa maneira brilhante que você nos definiu, os novos escritores e cronicalizadores. Está de parabéns, meu amigo, você sabe a que veio e muito me alegro por fazer parte de teu grupo de seguidores e amigos. Um abraço especial de aniversário!!!

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  8. Parabéns, querido amigo! Sempre acreditei em você, como pessoa, como cronista, como filho! Sua alma está estampada, não se esconde, aparece como raios de luar, claros, límpidos. Você tem a elegância necessária para lidar com as pessoas. E por isso também vai meu aplauso.
    Beijo, Fellipe!

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  9. Opa, cheguei pra conhecer o blog em ritmo de festa? Que beleza! Vou dar uma explorada por aqui, estou gostando do que leio, das escolhas das palavras e recortes :)

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  10. Luís! Que saudades dos teus escritos...Você é muito criativo,genial, adorei! Acho mesmo que você é um escritor de primeira, viu?

    Gostei ainda mais da parte em que você defende os escritores que não fazem uso da linguagem culta. Sempre pensei da mesma forma que você.
    Sempre pensei que poesia pra ser poesia tem que ter ALMA. Não me interessa se tem rimas ou não, se tem simetria ou não, se tem erros ou não... E assim é a Arte. Para que seja Arte, deve ter alma. Não estou só falando se textos escritos, estou falando da música, da dança, das telas, artesanatos, dos desenhos, dos amores, da vida... Sem alma, não tem nada de arte. Se tem alma, mas tem erros e daí? São justificáveis.... O que vale mesmo, é o conjunto da obra e não somente os mecanismos, as técnicas. Vão à merda as técnicas, queremos é sentimento!
    As pessoas que julgam os concursos literários deveriam pensar como você.... Mas aí entra numa outra história rs....

    Adoro tudo por aqui e assim como o comentário acima, acredito muito em você e aí vai meu aplauso pra você! Parabéns para o blog também ;)

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  11. Olá Felipe!
    Tudo bem?

    Vim aqui para escrever, apesar do ocorrido, depois a PAZ voltou a reinar. Eu e a Dorli somos amigas, eu não a conhecia, nem ela a mim. O mundo dá voltas amigo, Deus tem um proposito para nós todos.

    Gostei do seu blog, com bom conteúdo.

    Cabe um pouco, cabe o infinito, cabe o saber e o querer.
    Cada ano, descobrimos cada dia, cabendo cada dia um aprendizado.

    Caso quiser visitar meu blog, será bem vindo.
    Abraços
    Nati

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  12. Oi amigo,
    Nós vamos aprendendo dia, após dia o gosto do nosso público e assim vamos escrevendo para ele, talvez uma escrita que o emociona, o enaltece, o faz sorrir, chorar ou recordar.
    A vida se resume em momentos, tais momentos devem sempre ter uma pitadinha de amor.
    Descobri o meu comentário: Eu já vivi uma primavera de dar satisfação......
    Obrigada por me encaixar na sua postagem.
    Parabéns pelo seu primeiro ano de blog. Que venham muitos...
    Beijos
    Lua Singular

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  13. Que legal essa festa de niver onde os pratos servidos são os comentários! abraços e parabéns,chica

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Obrigado!




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